Roberto Girola

Roberto Girola é psicanalista, filósofo e teólogo. Atuou por quase 20 anos no mundo editorial. Foi responsável pelo programa televisivo Terceiro Milênio, professor na área de Filosofia e Comunicação na FAAP e Anhembi Morumbi, atualmente ensina no Centro de Estudos Psicanalíticos. É autor de A psicanálise cura? e Perguntas a um psicanalista.

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A formação do psicanalista é perpassada por um eixo ético que Sigmund Freud nos apresentou a partir do tripé: estudo teórico, análise pessoal e prática supervisionada. Partindo desta premissa, os organizadores desta obra convidaram psicanalistas de diferentes orientações teóricas e realizaram uma jornada clínica sobre a prática supervisionada que ora nos é apresentada sob o formato de livro. O leitor será apresentado a diferentes acepções e formas de se compreender o ofício e a transmissão da psicanálise a partir desse dispositivo. Acreditamos que da pluralidade é possível a emergência do singular que marca a escuta de cada psicanalista, assim como também acreditamos que a leitura de uma obra é capaz de influenciar e, quiçá, transformar nossa prática cotidiana. Esperamos que o encontro com os autores e seus textos contribua para a reflexão, formação e prática psicanalítica do leitor tal como contribuiu para a minha. Boa leitura!

Autores: Adela Stoppel de Gueller, Daniel Delouya, Daniel Kupermann, Décio Gurfinkel, Eduardo Fraga de Almeida Prado, Elisa Maria de Ulhôa Cintra, Emília Estivalet Broide, Ernesto Duvidovich, Ester Hadassa Sandler, Jorge Broide, Ricardo Goldenberg e Roberto Girola 

Sumário

Apresentação. 8

O psicanalista e o sujeito em formação: supervisão e análise com crianças. 9

A criança e o candidato. 11

Transmissão X educação. 13

Análise pura X análise impura. 14

Efeitos na psicanálise das tentativas de regulamentação. 16

Primeiros passos: o debate sobre a unicidade e a diversidade de transferências. 17

Adoção e reconhecimento. 21

A língua do psicanalista. 22

A clínica psicanalítica com crianças. 23

Notas sobre o trabalho da supervisão e seus fins. 26

O Chiaroscuro da supervisão psicanalítica. 32

Iluminismo sombrio. 32

São José Carpinteiro. 33

Confusão de línguas. 35

Angústia e contrapedagogia. 37

Quem analisa quem?. 39

Quem supervisiona quem?. 41

O ANALISTA INDEPENDENTE.. 45

O que entendemos por um “analista independente”?. 46

Como fica, assim, nosso projeto de um “analista independente”?. 49

A SUPERVISÃO PSICANALÍTICA: CONSTRUÇÃO CONJUNTA DA ESCUTA SINGULAR   52

Sonhar mais plenamente a própria existência. 63

Sobre a supervisão, para concluir: a voz de alguns outros psicanalistas. 68

Considerações finais. 70

A supervisão como interrogante ético e político da práxis do analista. 73

  1. Introdução. 73
  2. Modalidades e especificidades da supervisão. 76
  3. 1. A supervisão e o modelo socrático. 77

2.2 A supervisão repõe em jogo o pior 78

2.3. A supervisão e a transmissão: um convite à implicação do sujeito. 81

2.4. A supervisão como borda: limiares e fronteiras. 83

2.5. A supervisão e seus tempos. 86

  1. Considerações finais. 88

O QUE ESPERO DE UMA SUPERVISÃO?. 92

Introdução. 92

Origens. 93

Equação pessoal – Teoria/Sujeito. 95

Algumas convicções metodológicas: Abstinência pedagógica. 97

As boas companhias para o solitário ofício clínico. 97

Entender // Escutar 99

Desapego narcísico e destruição do superego. 100

Grupos. 100

O dispositivo da Supervisão. 101

MEMORABILIA.. 103

Introdução. 103

Medicina e psicanálise. 105

Dor 105

Aquisição e transmissão de conhecimento. 106

Os sujeitos da supervisão. 107

O paciente como supervisor. 107

O analista e sua solidão. 109

Cadeia alimentar da transmissão de conhecimento. 110

Quem é o paciente da supervisão? De que matéria é feito?. 111

Modalidades de supervisão. 113

Supervisão bipessoal, supervisão em grupo. 113

Auto-supervisão. 115

Efeitos indesejados de uma supervisão. 115

Mais uma vez dor 116

À guisa de conclusão. 118

EFEITOS TRANSFERENCIAIS NO TRABALHO EM SITUAÇÕES SOCIAIS CRÍTICAS: A CONSTRUÇÃO DE DISPOSITIVOS CLÍNICOS PARA O CUIDADO AO CUIDADOR   123

1 – Introdução situando o campo. 123

2 – Como a demanda social se presentifica Na relação transferencial com o trabalhador 125

2.1 Trabalho enquanto sintoma da tarefa e a circulação da palavra. 125

2.2 - Relato de uma situação de trabalho. 127

3 - Comclusões. 130

Notas para uma regra da abstinência de uso do supervisor 134

Poder e controle no âmbito da supervisão e transmissão da psicanálise. 138

A transmissão da psicanálise como iniciação. 138

Supervisão ou controle?. 141

Conclusão. 147

 

 

 

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