Website de Roberto Girola - Psicanalista

Vamos deixar de ser chatos! Por que falar em sofrimento?

Publicado em Pagina Inicial

Sofrimento, tristeza, angústia e medo. Como se pode diferenciar um sentimento do outro? (Marcos António Figueredo - Curitiba - PR) 

Nem sempre é fácil definir exatamente qual é o mal-estar que assombra a nossa alma. Percebemos que há um sofrimento interno, mas não sabemos exatamente dizer se é tristeza, depressão, angústia ou medo, ou uma mistura de tudo isso. 

Nomear os próprios sentimentos pode parecer uma tarefa fácil, mas não é. Os conteúdos do nosso mundo interno são em grande parte inconscientes, o que distorce a nossa percepção consciente. Isto acontece de maneira especial na presença de conteúdos psíquicos que são aflitivos e que, portanto, tendem a ser “recalcados”, ou seja, ocultados justamente para aliviar o sofrimento.

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O assédio moral no ambiente de trabalho

Publicado em Mundo corporativo

Embora o assédio moral no ambiente de trabalho seja legalmente proibido, na prática, acaba sendo amplamente praticado em todos os âmbitos, não excluído o próprio âmbito jurídico. Frequentemente mascarado sob nomenclaturas diferentes, o assédio moral corporativo se impõe como uma prática intimidadora e discriminatória.

Acredito que seja possível identificar duas formas diferentes de assédio moral. A primeira é praticada de modo mais “discreto”, sob a aparência de práticas administrativas admissíveis e recomendadas pela própria corporação (por exemplo, os processos de avaliação), geralmente conduzida por quem ocupa um  cargo gerencial. A outra, mais brutal e cruel, é pautada no clima competitivo do mundo corporativo entre funcionários do mesmo nível hierárquico, às vezes apoiados por seus superiores. Seja qual for a desculpa e a nomenclatura dada a essa prática, ela visa “acuar” o colega e fazê-lo sentir inadequado, inferior e, de carta maneira, culpado por ocupar o cargo que ocupa.

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A Histeria no Teatro das Corporações

Publicado em Psicanálise

 (C)  Maysa Del Panta Castello Branco

Podemos dizer que a histeria é “o teatro da subjetividade”. Pode ser pensada como fundamento da construção subjetiva, tendo seu eixo na ênfase da relação com o Outro. Este por sua vez funciona como “morada do sujeito da mesma maneira que para o ator, a plateia, o espectador é a morada do artista”. (Quinet, A. 2005). Como sugere Quinet, o que o ator faz senão colocar em cena um discurso que também não é o seu, mas do Outro, o autor. Entretanto, cada artista apropria-se desse discurso ao seu modo e será a singularidade de cada apropriação que indicará a emergência de uma subjetividade.

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