Website de Roberto Girola - Psicanalista

Sob o jugo da depressão

Publicado em Pagina Inicial

Um amigo sofre de depressão. Ele costuma ir ao psiquiatra, mas não toma os remédios prescritos. Está afastado do trabalho e não tem ânimo para nada. Será que é mais cômodo para ele se proclamar depressivo, já que não quer tomar os remédios? (João Francisco Cunha – Taubaté, SP)                        

O que caracteriza a depressão é um estado de desistência, justamente porque o depressivo se sente aprisionado por correntes internas que o fazem sentir impotente diante da vida como um todo. Isto acarreta uma sensação de inutilidade e, por consequência, de paralisia perante os desafios que a vida apresenta, desde os mais significativos (trabalho, família, vida amorosa, etc.) até os mais rotineiros (tomar banho, tomar remédio, cuidar do corpo, comer, etc.).

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Menopausa e autoestima baixa

Publicado em Outros

Para alguns homens é difícil reconhecer e aceitar os ciclos hormonais da mulher e, em alguns casos, acham que isso tudo é um mero artifício das mulheres para se desculpar quando elas não estão a fim de fazer algo. O fato é que as mulheres têm ciclos hormonais que incidem em maior ou menor grau no seu humor e no seu estado físico e emocional.  O período pré-menstrual, a gravidez, o período pós-parto, doenças que afetam o funcionamento hormonal e, sobretudo, o aproximar-se da menopausa, podem trazer desconforto para a relação do casal.

Se nos demais momentos da vida a disfunção hormonal ou a intensificação dos sintomas ligados ao funcionamento hormonal normal, podem ser percebidos apenas como oscilações e compensados por outros fatores, quando a menopausa se instala a mulher tende a associar esse fenômeno com a sensação de que uma fase de declínio de sua vida. A energia vital, representada pelo ciclo menstrual, acaba. Algo está irremediavelmente perdido.

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Como lidar com o fracasso?

Publicado em Comportamento

Rapidez, desempenho e resultados são buscados constantemente no cenário da vida contemporânea. Ser eficientes, rápidos e bem-sucedidos tornou-se uma obrigação, não apenas no âmbito profissional, mas também no âmbito pessoal. Aliás, no plano pessoal parece existir uma espécie de cronograma que envolve a formação, o estágio, eventualmente o intercambio no exterior, a carteira de motorista, a casa própria, namorar, casar e ter o primeiro filho...

Tudo isso parece estar escrito em uma misteriosa “agenda”, guardada a sete chaves. O “guardião” dessa agenda é o nosso “Superego” que age como um atento vigilante, uma instância moral surgida a partir da interiorização inconsciente das normas sociais e culturais do nosso meio.

Naturalmente, quando o indivíduo não corresponde, quando vários itens da “agenda” não são cumpridos, a sensação de fracasso começa a se instalar. O problema porém não é o “fracasso” em si, mas a “cobrança” interna que não admite falhas. Trata-se de uma “pressão” que se origina no próprio inconsciente e que faz o indivíduo se “culpar” pelos seus fracassos.

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O habito de comprar compulsivamente

Publicado em Comportamento

Tenho o hábito de comprar muitas coisas que acabo nem usando. Mas, comprar me dá uma sensação de alívio, tira um peso, principalmente quando estou mais deprimida. Isso pode ser um problema sério? ( Margarida Santos Garcez, São Paulo)

A nossa mente tem um funcionamento pendular. Assim como pode descer nos vales obscuros da depressão, ficando presa nos pântanos da paralisia psíquica, ela pode vertiginosamente subir para os cumes mais altos das cordilheiras do gozo maníaco, onde os problemas se dissolvem e o céu adquire momentaneamente uma cor rosada, dando uma prazerosa sensação de onipotência e de alívio.

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Comodismo ou pés no chão?

Publicado em Comportamento

 

Acho que perdi a característica de sempre arriscar mais pelos meus sonhos. Hoje procuro manter minha vida o mais estável possível. Isso é normal?

A pergunta mostra claramente dois polos em torno dos quais se organiza a atividade psíquica. Por um lado a “capacidade” de sonhar e, por outro lado, a “necessidade” de estabilidade, de segurança e de “manter os pés no chão”.

O funcionamento “normal” do psiquismo é de fato “bipolar”. Freud identificou essa bipolaridade inicialmente nos conflitos que se interpõem à busca da realização dos nossos desejos e, mais tarde, de forma mais radical, nos dois instintos que governam o funcionamento psíquico: a “pulsão de vida” e a “pulsão de morte”. Uma nos ajuda a nos voltarmos para o mundo externo e procurar “investi-lo” com nossa libido, enquanto a outra nos leva para dentro, desliga os apelos do mundo externo e tende a nos paralisar na busca da “paz”, fazendo com que a nossa capacidade de “ligamento” com o mundo externo seja suspensa.

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Trabalho e sentido da vida

Publicado em Insights

Trabalho e sentido da vida

As perguntas sobre o sentido da vida começam a aparecer com mais insistência nos consultórios de saúde mental, repercutindo em uma queixa existencial profunda. Não importa se o profissional consultado é psicanalista, psicólogo, coach ou psiquiatra, ele deverá lidar com essa questão de fundo.

Em particular, o questionamento afeta quem sofre de depressão, melancolia ou síndrome do pânico. Trata-se de um mal-estar difuso, que traz consigo os sinais de uma violência que não é somente individual e sim coletiva.

O que afeta o psiquismo não é apenas a violência devida a ambientes profissionais competitivos, à insegurança, às pressões por resultados e aos diferentes tipos de assédio moral que sutilmente afetam quem trabalha hoje em uma empresa. Trata-se de uma sensação mais abrangente, um sentimento que poderia ser nomeado como de “inutilidade”. A pergunta que se impõe ao psiquismo é “Para que tudo isso?”

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Do sonho do ”exa” à decepção do “epta”

Publicado em Outros

Do sonho do ”exa” à decepção do “epta”

O número seis (exa em grego) é considerado um número maldito. Nos textos bíblicos o seis representa o próprio diabo, a pedra de tropeço. A Copa que devia trazer o “exa” acabou se tornando uma verdadeira pedra de tropeço, não apenas pelo humilhante desfecho, mas também pela frustração das esperanças que inicialmente despertou. A trágica queda do viaduto de Belo Horizonte é a imagem simbólica disso, assim como as numerosas “obras” não concluídas ou sequer iniciadas.

O sete (epta) é o número que indica a totalidade. Os sete gols, um recorde no âmbito dos resultados desastrosos nas semifinais da Copa, geraram um sentimento de derrota total.

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Convivendo com o depressivo

Publicado em Outros

Tenho alguém na família com sintomas típicos de depressão, porém não aceita ajuda. Como agir quando isso acontece?

Conviver com o deprimido

O termo depressão é usado para abranger uma série de sintomas que nem sempre, do ponto de vista psíquico, são a mesma coisa e nem sempre são de fato indício de depressão. |Neste caso portanto a atitude adequada seria buscar ajuda profissional qualificada.

O problema é que uma das características da depressão é fazer com que a pessoa se sinta paralisada, sem forças para tomar qualquer decisão ou dar passos em direção a qualquer objetivo. A tendência dominante é a paralisia psíquica que inibe qualquer tipo de desejo, inclusive aquele de se curar.

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