Website de Roberto Girola - Psicanalista

Quando o amor acaba

Publicado em Vida amorosa e sexualidade

Eu e meu marido somos idosos e vivemos em um ambiente de brigas conjugais, mas não temos condições de nos separarmos. Não consigo aguentar as provocações dele e acontece o mesmo com ele. O que fazer quando o amor acaba?" (Antônia Araújo, São Bernardo do Campo - SP)

É doloroso para o casal perceber que o amor acabou. Mesmo que não haja “provocações” explícitas, é difícil escapar do sentimento de decepção e até de “ódio” que acompanha a percepção de ter-se enganado, de ter investido algo que não deu certo.

Quanto maior foi o investimento nesse “amor”, maior é a dificuldade de admitir que ele acabou de forma tão inesperada. Mesmo assim, alguns casais, superando a decepção e tentando olhar para frente, conseguem se separar sem a necessidade de se agredir mutuamente, simplesmente aceitando o que parece ser inevitável.

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“Ela”: a namorada perfeita

Publicado em Filmes

O sonho de todo homem e toda mulher é encontrar um parceiro que entenda suas necessidades e desejos e saiba se adaptar a eles da melhor forma possível. Melhor ainda se para isso não tiver sequer que se dar o trabalho de “discutir a relação”.

O filme “Ela” transporta esse “sonho” para uma realidade situada em um futuro próximo. Mas não precisa ir tão longe: o mundo virtual já nos proporciona algo parecido. Basta acessar uma rede social ou um aplicativo de relacionamento para que o usuário possa viver suas fantasias e encontrar o parceiro “ideal”. Para isso terá que realizar uma “busca” até identificar o perfil adequado. Se não conseguir, já existem sites e aplicativos de relacionamento que facilitam o processo, aproximando perfis “compatíveis”.

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Para sempre (The vow): uma metáfora sobre o amor

Publicado em Filmes

A trama do filme “Para sempre” (The Vow em inglês) relata a história real de um jovem casal que viu sua vida completamente transformada após Page perder a memória como consequência de um grave acidente de carro. A perda da memória é um problema mental de difícil manuseio tanto para a pessoa afetada como para os familiares. Nos casos que acompanhei, tratou-se de um fenômeno temporário, ligado a algum tipo de trauma, que pôde ser superado através da terapia. No caso que o filme relata, a perda da memória foi definitiva e abarcou o longo lapso de tempo em que a jovem saiu da casa dos pais, contra a vontade deles, para realizar o seu sonho profissional e viver uma intensa história de amor que culinou no casamento.

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Por que nos apaixonamos?

Publicado em Vida amorosa e sexualidade

Por que nos apaixonamos?

Embora a experiência de estar apaixonados seja excitante, a pergunta parece remeter a uma sensação de estranhamento diante da percepção que o apaixonamento é algo aprisionante e, pior ainda, sem explicação.

Embora quem está apaixonado possa desfilar uma série de razões para convencer e se convencer que a pessoa alvo do seu “amor” é realmente um ser especial, dotado dos atributos mais elevados, um verdadeiro achado no “mercado” das relações afetivas, para a maioria dos seus ouvintes ficará a sensação de que ele(a) “pirou”.

O “diagnóstico”, embora seja um tanto superficial e bruto, não é de todo errado. O apaixonamento, como o próprio Freud observava, é de fato reflexo de um “estado psíquico” anormal, quase psicótico, pois acarreta uma razoável distorção da realidade.

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O amor é eterno enquanto dura?

Publicado em Vida amorosa e sexualidade

Dizem que amor de verdade não acaba. É verdade?

O amor verdadeiro dura para sempre?

Na nossa mente toda palavra se associa a uma representação (significante) que nos remete a um significado. O problema surge quando descobrimos que a mesma palavra tem significados diferentes para o outro. Com isso descobrimos que a nossa forma de aproximar o que acreditamos ser Real é subjetiva. O que consideramos ser “a realidade” é a forma com a qual “representamos” subjetivamente o Real.

A palavra Amor, como qualquer outra palavra, é ambígua. Embora a usemos para descrever algo que supomos ser Real para todos, ela nos remete a uma realidade que é subjetiva. A palavra comunica, mas também aprisiona, pois sempre remete ao que é incomunicável.

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Casamento: esperava mais

Publicado em Vida amorosa e sexualidade

Tenho um relacionamento há cerca de seis anos, quatro de namoro e dois de casados. Meu mundo caiu quando ele me traiu e eu vi tudo da pior maneira possível. O tempo passou, voltamos, mas ainda lembro e relembro, me sinto feia, mau mesmo  (...).  São tantas brigas, xingamentos. Gosto muito dele e sei que ele gosta de mim. Mas esperava mais. O que faço?

Casamento: esperava mais

Dois aspectos desse comentário deixado no meu site me chamam a atenção e merecem ser ressaltados, pois apontam para um sofrimento psíquico bastante comum nessas situações.

Contrariamente ao que a maioria pensa, embora a traição possa ser o fator que dispara uma crise conjugal, nem sempre é o fator definitivo para tornar a situação irreparável. No caso em questão, a traição parece ser apenas um gatilho que desperta sentimentos negativos que certamente não estão relacionados à traição em si, mas à percepção de si, que antecede a própria traição (“me sinto feia, mau mesmo”).

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Do amor ao ódio

Publicado em Vida amorosa e sexualidade

Acho que amava muito uma pessoa, mas ela me magoou. Agora sinto ódio profundo dela e pensamentos desejando o seu mau me perseguem o dia todo. Será que um dia isso vai passar? (Anônimo)

Do amor ao ódio

Embora possa parecer paradoxal, amor e ódio estão correlacionados. A nossa psique se liga ao mundo externo de forma ambígua, em uma mistura de sentimentos que vão desde o amor fusional ao ódio e à inveja.

Na sua fase inicial, imatura, a mente se liga aos objetos do mundo externo cindindo-os em objetos bons e ruins, não havendo ainda a possibilidade de lidar com a complexidade do objeto inteiro, que envolve aspectos bons e ruins ao mesmo tempo.

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