Website de Roberto Girola - Psicanalista

Vida amorosa e sexualidade

Vida amorosa e sexualidade (55)

Vida amorosa e sexualidade

Relação em risco Destaque

Relação em risco

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Como mostrar sinais de que um relacionamento amoroso não vai bem. O silêncio fala por si ou é preciso por as cartas na mesa, mesmo que inesperadamente para um dos envolvidos? (Anônimo)

Um primeiro sinal de que a relação está em crise é justamente quando apenas um dos envolvidos percebe o mal-estar. A cumplicidade é um elemento importante sobre o qual é construída a relação amorosa. O casal vive este aspecto não apenas quando as coisas andam bem, mas também quando algum problema surge. Se houver cumplicidade, ambos percebem que algo não está certo e juntos buscam uma solução, pois ambos se sentem corresponsáveis pela relação.

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Meu marido me traiu Destaque

Meu marido me traiu

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Como sobreviver a uma traição do marido se ainda houver amor

Provavelmente alguns leitores estranharão a forma como a pergunta foi formulada, pois, na opinião deles, uma vez que for detectada a traição já não existe a possibilidade do amor existir.

Para responder, gostaria de questionar o termo “traição” que é comumente usado nesses casos, mas que pode ser estar significando situações bastante diferentes. A intensidade do desejo sexual é subjetiva e acompanha ciclos que estão relacionados a processos psíquicos internos complexos e também a condições externas, ambientais (vida profissional, problemas familiares, situação econômica, etc.).

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Dificuldade de se entregar na relação amorosa Destaque

Dificuldade de se entregar na relação amorosa

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Tenho dificuldade de relacionar amorosamente, pois tenho muito medo de me magoar. Isso pode ser algum trauma que vivi na infância? (anônimo)

Os homens se queixam: “As mulheres são difíceis”. Por sua vez as mulheres também reclamam: “É difícil encontrar um cara legal”. Tema preferido de filmes, novelas romances e peças teatrais, a relação amorosa de fato não é fácil.

O pior é que, na maioria das vezes, a dificuldade não está apenas em “achar” o parceiro certo, e sim nos problemas pessoais que cada um enfrenta quando se trata de se “vincular”. O vínculo e a capacidade de se vincular estão de fato profundamente relacionados à vida primitiva do bebê e às experiências vividas na infância.

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Trejeitos efeminados e homossexualismo Destaque

Trejeitos efeminados e homossexualismo

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Trejeitos efeminados são associados a homossexualidade. Isso realmente define sexualmente o indivíduo? (Daniela Herrera Costa - São Paulo)

Se tentássemos definir o que é um trejeito efeminado, provavelmente, teríamos dificuldade de chegar a um acordo, para alguns bastam poucos sinais, para outros o “rótulo” exigiria elementos mias tangíveis. A questão está invariavelmente associada a fantasias individuais, que tendem a associar determinados fatores estéticos, comportamentais, inflexões da fala e gestos ao homossexualismo. Isto já nos permite perceber que nem sempre a nossa leitura da realidade é de fato “a realidade”.

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Quando o amor acaba

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Eu e meu marido somos idosos e vivemos em um ambiente de brigas conjugais, mas não temos condições de nos separarmos. Não consigo aguentar as provocações dele e acontece o mesmo com ele. O que fazer quando o amor acaba?" (Antônia Araújo, São Bernardo do Campo - SP)

É doloroso para o casal perceber que o amor acabou. Mesmo que não haja “provocações” explícitas, é difícil escapar do sentimento de decepção e até de “ódio” que acompanha a percepção de ter-se enganado, de ter investido algo que não deu certo.

Quanto maior foi o investimento nesse “amor”, maior é a dificuldade de admitir que ele acabou de forma tão inesperada. Mesmo assim, alguns casais, superando a decepção e tentando olhar para frente, conseguem se separar sem a necessidade de se agredir mutuamente, simplesmente aceitando o que parece ser inevitável.

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É possível amar duas mulheres ao mesmo tempo?

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É possível amar duas mulheres ao mesmo tempo? (Adolfo, via e-mail)

O termo amor na linguagem corrente se aplica a três diferentes conceitos que os gregos associavam a diferentes formas de amor: eros, philia, ágape. O amor erótico é movido pelo desejo e tem como objetivo a fruição do outro (gozo). Este tipo de amor pode envolver duas formas de atração. A primeira é a atração meramente sexual. Neste caso o homem pode “amar” (sentir atração por) diferentes mulheres, assim como uma mulher pode “amar” (sentir atração por) diferentes homens ao mesmo tempo. Neste caso, podemos sentir atração por alguém, mesmo amando outra pessoa.

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As relações “puras”

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O advento das relações puras é analisado pelo sociólogo Anthony Giddens, citado por Bauman no seu livro Cegueira moral. Trata-se de relações sem compromisso, cujo alcance e duração não são pré-definidos. O objetivo desse tipo de relacionamento é extrair dele o máximo de satisfação e é justamente o grau de satisfação que define sua duração.

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Matrimônio e separação

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Matrimônio e separação

A separação se tornou um fenômeno bastante comum na maioria dos países do hemisfério ocidental, chegando a representar quase 50% dos matrimônios celebrados em alguns deles, A própria Igreja Católica que tradicionalmente mantinha em relação a esse tema uma posição rígida se viu obrigada a rediscutir suas práticas pastorais no último Sínodo convocado pelo Papa Francisco, causando bastante polêmica nos setores mais conservadores.

O casamento está de fato enfrentando uma crise, obrigando os que se casam a reinventá-lo, para que ele possa sobreviver aos desafios apresentados pelas mudanças da sociedade contemporânea. Algumas são bem conhecidas: mudanças das relações de gênero, inserção cada vez mais profunda da mulher no mundo do trabalho, exigências da sociedade de consumo, mudanças na compreensão dos papeis masculinos e femininos que, no entanto, não resultaram ainda na solidificação de novos modelos. Tudo isso sem contar o casamento encarado como um mero “produto” de consumo, no qual os jovens investem energias e consideráveis quantidades de dinheiro, dispostos porém a “trocá-lo” com bastante facilidade para um “produto” novo.

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Homossexualismo tem “cura”?

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Tenho 17 anos  frequento a igreja desde criança , tive um pai ausente na minha formação  [...]. Passei a maior parte da minha infância com minha mãe e minhas duas irmãs. [...] Sou completamente diferente dos outros meninos da minha idade: nunca me relacionei com meninas, acho que não tenho atração, mas, com a ajuda da psicanalise, queria ser curado e mudar minha historia. Preciso de ajuda....

Homossexualismo tem “cura”?

A terapia psicanalítica seria uma espécie de oficina de conserto, para fazer com que o ser humano possa “funcionar” melhor diante daquilo que a sociedade espera dele? O documentário da BBC, The century of the self (veja aqui a parte 2/4), mostra como as descobertas freudianas sobre o inconsciente tornaram-se palco de tentativas por parte de empresas e políticos para usar nossos medos e desejos, com o intuito de manipular a massa popular desavisada de acordo com os interesses “democráticos” do grupo no poder e do Mercado (propaganda). 

No caso do homossexualismo não é diferente: para quem o encara como um desvio moral que “incomoda”, a expectativa é que a terapia resolva o problema de forma drástica visando erradicá-lo.

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Por que nos apaixonamos?

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Por que nos apaixonamos?

Embora a experiência de estar apaixonados seja excitante, a pergunta parece remeter a uma sensação de estranhamento diante da percepção que o apaixonamento é algo aprisionante e, pior ainda, sem explicação.

Embora quem está apaixonado possa desfilar uma série de razões para convencer e se convencer que a pessoa alvo do seu “amor” é realmente um ser especial, dotado dos atributos mais elevados, um verdadeiro achado no “mercado” das relações afetivas, para a maioria dos seus ouvintes ficará a sensação de que ele(a) “pirou”.

O “diagnóstico”, embora seja um tanto superficial e bruto, não é de todo errado. O apaixonamento, como o próprio Freud observava, é de fato reflexo de um “estado psíquico” anormal, quase psicótico, pois acarreta uma razoável distorção da realidade.

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