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Quanto ao mais importante, sabemos muito pouco

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Quanto ao mais importante, sabemos muito pouco

Estava assistindo ontem a um documentário sobre a Origem do Universo, focado em particular sobre a teoria de Stephen Hawking, um dos estudiosos mais destacados na área. Publicada em seu novo livro O grande projeto, a sua tese se baseia na chamada Teoria Total (Teoria-M), uma tentativa de associar os conhecimentos da Mecânica Quântica e da Teoria da Relatividade. A genial teoria de Einstein sobre a relatividade sozinha não dá conta dos fenômenos que acontecem no Universo. Embora seja útil para entender a sua expansão, não consegue explicar o Big Bang, ou seja, o momento que senha o início do Universo e outros fenômenos descobertos mais recentemente.

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A terapia cura?

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Com a terapia é possível mudar ou o que ocorre é uma melhora?

A terapia cura?

 

Em primeiro lugar gostaria de substituir a palavra mudar por curar. Acredito de fato que a mudança esperada por quem se sente à mercê de funcionamentos psíquicos que o fazem sofrer e que atrapalham sua vida seja uma espécie de “cura”, algo que vai além da simples mudança de comportamento.

Para a Psicanálise essa questão se apresentou desde o início, diante da constatação do próprio Freud que em algumas circunstâncias havia uma forte resistência da mente à terapia. Vários casos clínicos relatados ao longo de seus escritos demonstram que nem sempre o pai da psicanálise se considerou bem-sucedido no seu intento de cura, O próprio título do famoso texto Análise terminável e interminável, que trata do fim da análise (e portanto do momento em que paciente e analista reconhecem que ela atingiu seu objetivo), diz que essa questão não era fácil de resolver. Freud se pergunta o que justificaria falar em fim de uma terapia, ou seja, qual seria o critério de cura. Diante dessa questão ele hesita, em algum momento chega até a dizer que o objetivo da Psicanálise não é propriamente curar e sim mapear o funcionamento mental. Em outro momento ele considera que “curar” e ajudar a pessoa a aceitar com menos infelicidade as dificuldades que a vida lhe apresenta.

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Sonhos com morte

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Tenho sonhos relacionados a morte com frequência. Eles variam desde sonhos em que eu mesmo morri, outros são pessoas conhecidas, ou eventos como acidentes e etc. O que algo tão macabro quer dizer?

Sonhos com morte

Como já escrevi em outros dois artigos comentando o mesmo tema (Sonhando a própria morte e Sonhei que morri), sonhar com temas relacionados à morte, é uma forma do inconsciente chamar a atenção do sonhador sobre situações emocionais intensas que atormentam o seu mundo interno. Portanto quero tranquilizar o nosso leitor: com raríssimas exceções, o sonho não tem uma função premonitória.

Neste caso trata-se de sonhos que envolvem não apenas a morte de quem sonha, mas também de pessoas conhecidas. Apesar de o tema ser o mesmo: a morte, o que o sonho pretende evocar pode estar ligado a situações diferentes.

Vamos começar com o caso em que o sonho reproduz a morte de alguém conhecido. Neste caso, o sonho pode estar ligado a sentimentos aversivos que o inconsciente nutre em relação a determinada pessoa. Fazê-la morrer pode ser uma maneira de se separar dela: um desejo que responde à necessidade de se “separar” psiquicamente de determinada pessoa representado de forma radical pelo inconsciente.

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O Estranho que nos habita

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O Estranho que nos habita

Quando Freud deixou claro que havia na nossa mente uma dimensão submersa, totalmente inacessível á nossa consciência, que dominava de forma maciça o nosso pensar e o nosso agir, as reações da opinião pública foram de indignação.

Durante um seminário no Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (SP) com a participação de psiquiatras, psicofarmacólogos e psicanalistas, percebi que esse estranhamento diante da existência do inconsciente continua afetando mentes brilhantes. Um dos palestrantes, um famoso psiquiatra, perguntou aos presentes, com certo tom de deboche e uma pitada de arrogância, se algum de nós já havia visto o inconsciente. Embora me admirando que um profissional que lida diariamente com a mente humana pudesse fazer uma pergunta desse tipo, tive que reconhecer mais uma vez que o caráter paradoxal do inconsciente nos afeta de maneira desconcertante.

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Os propósitos do ano novo

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Os propósitos do ano novo

 Lembrei nestes dias de uma vinheta que vi tempo atrás, não sei em qual revista. Dois rabinos estão no topo de uma duna, no deserto, perscrutando atentamente o horizonte. Aos pés da duna estão Jesus Cristo e um menino que puxa a sua túnica e pergunta: “O que eles estão procurando?”. Jesus responde: “O Messias”.

Em clima de fim de ano, a vinheta me fez perceber que muitas vezes somos como os dois rabinos: procuramos longe o que, na realidade, está bem perto de nós. Creio que isso possa nos dar uma importante dica para os “propósitos” de fim de ano. Geralmente nessa ocasião buscamos algo que desconfiamos seja bastante difícil de se realizar: fazer um curso, perder dez quilos, não brigar com a mulher, aprender um idioma, ser mais organizado, comprar um apartamento, fazer uma viagem, etc.

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Quando escolher é difícil

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O que fazer quando se tem várias aptidões profissionais. Tenho habilidades como ator, administrador, jornalista e professor: isso me trava e não sei por qual caminho seguir. (Anônimo)

Quando escolher é difícil

 A nossa mente trava quando fica diante de um conflito interno. Os caminhos que se abrem na encruzilhada da escolha de início podem ser igualmente atrativos, apesar de nos levarem para destinos diferentes, anunciando cenários conflitantes. Cada paisagem que se abre ao longo do caminho tem características peculiares. Não há um caminho melhor ou pior, tudo depende das expectativas do viajante.

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O faiscar das luzes de Natal e a Falta

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O faiscar das luzes de Natal e a Falta

Apesar do Natal ser uma festa essencialmente religiosa, ligada à tradição cristã, ela deixou de ter esse caráter para se tornar mais uma celebração do consumo. Na realidade, podemos encontrar uma reminiscência da tradição cristã em alguns rituais não estritamente religiosos que são mantidos na época natalina. É comum, por exemplo, que instituições religiosas ou leigas incentivem doações para crianças pobres, bem como outras iniciativas beneficentes, rememorando o menino-deus, nascido em condições de desamparo em Belém. Há também manifestações menos explícitas, como as tradicionais trocas de presentes e confraternizações entre familiares, amigos e colegas de trabalho. O amigo secreto tornou-se uma prática comum, ao lado da tradição de deixar os presentes em baixo da árvore de Natal.

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O fim do mundo

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O fim do mundo está chegando?

 Falta mais ou menos um ano para o fim do mundo de acordo com a data anunciada pelo Calendário Maia. Será que o mundo realmente vai acabar? Sinceramente não sei, mas gostaria de falar sobre um fim de mundo que acredito esteja se delineando. Um mundo está acabando e outro está iniciando. Nunca as transições humanas são bruscas e improvisas, mas não há dúvidas que ultimamente as transformações aconteceram com bastante rapidez.

Quais são os sinais que sinalizam para o fim do mundo atual? Os solavancos econômicos a que são submetidos todos os países, inclusive os mais ricos, mostram uma economia instável, à mercê das oscilações do enorme volume de capitais que circulam nos mercados financeiros. As bolhas especulativas geram uma realidade virtual que se sobrepõe à lógica e ao bom senso e à realidade dos fatos. Os produtos são cada vez menos vendidos pelo seu valor real e cada vez mais pelo seu valor simbólico, agregado pela marca, pelas campanhas publicitárias ou pelo oportunismo da especulação.

O cenário tornou-se ainda mais complicado por evidentes sinais de insatisfação que levam parcelas da população a animar cenários de destruição com propósito incerto (Inglaterra, França, Grécia, Itália, etc.). Por outro lado, enormes massas ainda excluídas dos encantos da sociedade de consumo (mundo árabe e China, por exemplo) pedem cada vez mais insistentemente e violentamente para ter acesso ao cortejo dos bem-sucedidos.

A entropia desses movimentos contudo se manifesta na impossibilidade do mundo oferecer recursos ilimitados para todos. Para gerar a riqueza de uma parte da humanidade, a outra deve permanecer na pobreza. Os recursos são limitados e quem tem acesso ilimitado certamente não quer abrir mão de seus privilégios.

Por outro lado, a necessidade de regulamentar os Mercados, esbarra na irracionalidade que os alimenta, corroendo o conceito de lei e de autoridade. Governos e instituições são cada vez mais reféns do poder irracional da grande Besta apocalíptica do Mercado (cf. Ap, 13).

No entanto, o observador mais atento pode perceber que, timidamente, sinais emergem do perturbado cenário mundial, anunciando mudanças profundas que questionam o valor supostamente incontestável do modelo de globalização neoliberal.

Apontarei apenas alguns fatores, sem pretender esgotar uma análise tão complexa.

·        A atenção ao meio ambiente se impõe, já que está cada vez mais claro o quanto as agressões perpetradas contra o meio são lucrativas em curto prazo, mas desastrosas em longo prazo. Daí a urgência de evitar o consumo irresponsável dos recursos limitados do planeta.

·        Há também certa preocupação com a distribuição de riquezas, pois o próprio Mercado, na lógica voraz do cumprimento de metas, precisa sempre de novos “consumidores/adoradores”.

·        As recentes crises mostram a necessidade de introduzir mecanismos de controle internacional que atenuem a perversidade do modelo neoliberal.

·        A deterioração dos ambientes de trabalho aponta para a necessidade de dar maior atenção ao fator humano e aos valores. O guru empresarial Deepak Chopra chega a falar abertamente de uma espiritualidade corporativa. Em seu último livro, a filósofa e física americana Dana Zohar fala em Inteligência Espiritual (QS), exigida ao lado da Inteligência Emocional (QE) e do QI.

Podemos dizer que o novo mundo abrigará os sobreviventes de uma humanidade capaz de valorizar mais a natureza e o ser humano.

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O kairós, a força de um momento único

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O kairós, a força de um momento único

 Uma amiga me encaminhou dias atrás um daqueles vídeos que circulam na Internet . Trata-se de um capítulo do programa X Factor, produzido na Austrália, destinado a descobrir e lançar novos talentos da música. O concorrente é um jovem, que entra cambaleando no palco.

Quando um dos jurados pergunta qual é a sua idade, o jovem responde com toda simplicidade que não sabe ao certo, pois foi encontrado por algumas freiras em uma caixa de sapatos no Iraque, durante a guerra, e levado para um orfanato, sem que fosse possível rastrear a sua família. Emmanuel (em hebraico Deus conosco) e o irmão não tinham nem braços e nem pernas. Certo dia, uma jovem mulher australiana Moira Kelly entrou no orfanato e conheceu os dois meninos. Iniciou-se ali uma história de amor, que ajudou os dois órfãos não apenas a recuperar o uso de seus braços e pernas através de próteses mecânicas, mas também a encontrar, como Emmanuel diz, a sua identidade em uma nova família e a olhar a vida com esperança.

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Cesare Battisti e Jaqueline Roritz

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Não me arrependo de nada!

 “Não me arrependo de nada” é a surpreendente declaração dada à revista Istoé por Cesare Battisti, o ex-terrorista italiano que o Brasil se recusou a extraditar, questionando a “legitimidade” da sentença condenatória emitida pelos tribunais italianos.

Sem querer entrar na discussão (que não me cabe) sobre o proceder jurídico dos nossos governantes e do Supremo Tribunal Federal brasileiro, o que chama a atenção é a postura deste meu compatriota diante das consequências dos seus atos.

Cesare Battisti era membro do grupo armado de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) que atuava na Itália no fim dos anos1970

. Em1987 Battisti foi condenado pela justiça italiana à prisão perpétua pela autoria direta ou indireta dos quatro homicídios atribuídos ao PAC, além de assaltos e outros delitos menores, também atribuídos ao grupo.

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