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Do sonho do ”exa” à decepção do “epta”

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Do sonho do ”exa” à decepção do “epta”

O número seis (exa em grego) é considerado um número maldito. Nos textos bíblicos o seis representa o próprio diabo, a pedra de tropeço. A Copa que devia trazer o “exa” acabou se tornando uma verdadeira pedra de tropeço, não apenas pelo humilhante desfecho, mas também pela frustração das esperanças que inicialmente despertou. A trágica queda do viaduto de Belo Horizonte é a imagem simbólica disso, assim como as numerosas “obras” não concluídas ou sequer iniciadas.

O sete (epta) é o número que indica a totalidade. Os sete gols, um recorde no âmbito dos resultados desastrosos nas semifinais da Copa, geraram um sentimento de derrota total.

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Convivendo com o depressivo

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Tenho alguém na família com sintomas típicos de depressão, porém não aceita ajuda. Como agir quando isso acontece?

Conviver com o deprimido

O termo depressão é usado para abranger uma série de sintomas que nem sempre, do ponto de vista psíquico, são a mesma coisa e nem sempre são de fato indício de depressão. |Neste caso portanto a atitude adequada seria buscar ajuda profissional qualificada.

O problema é que uma das características da depressão é fazer com que a pessoa se sinta paralisada, sem forças para tomar qualquer decisão ou dar passos em direção a qualquer objetivo. A tendência dominante é a paralisia psíquica que inibe qualquer tipo de desejo, inclusive aquele de se curar.

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Sonhos com o além

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Meu marido sonha com a pós-morte. Acorda assustado. Esses sonhos vêm acontecendo faz um ano e são frequentes. Eu não sei o que dizer pra ele, pois que vamos morrer é fato e o que acontece depois ainda é um mistério. Será que é caso para uma psicóloga? Como ajudá-lo? (pergunta feita via site)

Sonhos com o além

Do ponto de vista da Psicanálise, o trabalho do sonho, ou seja a forma como o sonho é construído, é uma produção do nosso inconsciente, que está tentando elaborar algum conteúdo emocional reprimido, trazendo-o para a consciência.

À diferença de outras abordagens do mecanismo psíquico do sonhar, a Psicanálise vê o sonho como algo “pessoal”, o que não impede que ele tenha conteúdos e referências que podem ter sido extraídos do imaginário coletivo (mitos, crenças, literatura, etc.), mas quando isso ocorre há um processamento que é estritamente subjetivo. Dito de outra forma, para construir o cenário do sonho o inconsciente pode recorrer a imagens extraídas do dia-a-dia e em particular do dia anterior (restos diurnos), do seu repositório de memórias, ou também a imagens recorrentes no imaginário coletivo.

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Aborto uma decisão difícil

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Qual a sua opinião sobre o aborto? Magda da Silva Pires, Valinhos (SP)

Aborto: uma questão complexa

O aborto é uma questão complexa e delicada que pode ser abordada sob diferentes óticas. A Ética, o Direito, a Medicina, a Religião e a Psicanálise procuram oferecer algum tipo de suporte para os que se defrontam com uma gravidez indesejada.

A legislação sobre o aborto é diferente em cada país. Quando é admitido, geralmente é considerado legal em algumas circunstâncias e em outras não. A maioria das religiões condena o aborto e, do ponto de vista ético, a questão é debatida.

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Uma visita inesperada

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Quando a morte de um ente querido vem de surpresa é possível uma família se conformar?

Uma visita inesperada

A morte inesperada de um ente querido é sempre um trauma, cuja superação exige tempo, uma predisposição psíquica adequada e um ambiente favorável.

Quando pensamos em alguém que amamos ou a quem estamos ligados por um vínculo cotidiano (um conhecido ou um colega de trabalho, por ex.), a nossa mente traz imagens (memórias) ligadas a essa pessoa, criando uma linha do tempo onde passado, presente e futuro se entrelaçam. Naturalmente a quantidade dessas imagens e sua intensidade aumentam quando pensamos em alguém querido. Neste caso os sentimentos associados às imagens são muito mais intensos.

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Tristeza e depressão

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Como diferenciar um momento de tristeza grande de um quadro depressivo? Esses dois fatores estão realmente ligados um ao outro? (Anônimo)

Tristeza nem sempre é depressão

A tristeza foi banida: tornou-se sinônimo de chatice e de inadequação. Isto nos obriga a viver nossas tristezas fechados no banheiro da empresa, ou chorando em silêncio embaixo dos lençóis. A tendência é considerar os estados de tristeza como “doença”, o que leva uma fatia considerável da população a recorrer ao uso continuado de antidepressivos.

Se tudo isso convoca a tirar a tristeza de nossas vidas para encenar a felicidade dos bem-sucedidos, me pergunto como assistir ao noticiário, ler o jornal ou testemunhar cenas lamentáveis do dia-a-dia nos mais variados ambientes sem sentir tristeza. A Bíblia, que, mesmo para os ateus, pode ser considerada um repositório milenar de experiências da humanidade, constata que a tristeza dos cenários humanos chega a contaminar os céus: Deus se arrepende de ter criado o homem.

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Não sonho mais

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Eu não sonho mais nada. Tudo o que eu sonhei para minha vida só veio de forma contrária. Então para eu não me decepcionar, prefiro não sonhar mais. Perdi o desejo por tudo. Sandra Sueli (comentário ao artigo Sonhos que não se realizam)

Não sonho mais

Toda vez que nos autorizamos a sonhar algo (estou me referindo ao sonho acordado), o objeto desejado -- que pode ser uma pessoa, uma viagem, um projeto de vida, um bem material, etc.-- é “investido” pela nossa energia psíquica (libido). A mente fica totalmente tomada por esse processo de erotização do objeto sonhado que passa a ser visualizado pela nossa mente, e acariciado pelo nosso afeto.

O sonho porém, para não se tornar um devaneio, deve fazer as contas com a realidade, pois o objeto sonhado é um objeto interno (da nossa mente). Torna-se portanto necessária uma transição do nosso mundo interno para o mundo externo, do objeto subjetivo, para o objeto objetivo.

É nesse momento que começam as dificuldades, pois, dependendo do grau de idealização do objeto desejado, os objetos do mundo real podem parecer inadequados, ou podem resistir à tentativa de submetê-los à ditadura do objeto idealizado. Dois processos opostos podem então acontecer.

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A paralisia psíquica

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Às vezes desejo tomar uma atitude, dar um basta, mas me sinto impedido pelo medo, até que as coisas tomam outro rumo e eu fico frustrado por não ter feito nada.

A paralisia psíquica

A pergunta resume a meu ver uma das experiências mais frustrantes para a mente. Trata-se de uma sensação de paralisia, que impede qualquer tipo de ação, levando a um decepcionante congelamento psíquico. Os sentimentos dominantes são o medo, a angústia e a sensação de impotência.

A paralisia pode ser um efeito temporário diante da duvida sobre a escolha de um caminho para a satisfação de um desejo ou de uma necessidade. Neste caso porém os objetos (isto é pessoas, situações ou coisas) destinados à satisfação do desejo são fortemente investidos e a dúvida é provocada justamente pela dificuldade de escolher entre uma coisa e outra.

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Terapia por computador

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Tratamentos psicológicos podem ser realizados por computador? Eles trazem os mesmos resultados? Joana Guimarães da Fonseca, São Paulo (SP)

Terapia por computador

O que caracteriza uma terapia psicanalítica, diferenciando-a de outros tratamentos? Ela pode ser realizada à distância? Freud falava de uma regra fundamental: o analisando deve dizer tudo o que lhe vier à cabeça, mesmo que se sinta compelido a omitir algo por considerá-lo supérfluo, ou vergonhoso.

Para Freud, a análise é um processo que leva o paciente a se deparar com o seu inconsciente, através da associação livre (aplicação da regra fundamental), mediante a interpretação do seu discurso, dos sonhos e dos atos falhos.

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As opções de quem busca ajuda psicológica

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 Qual a diferença entre o psicanalista e o psicólogo?  Marcos Antônio Carvalho Salvador (BA)

As opções de quem busca ajuda psicológica

Quando alguém se conscientize da necessidade de enfrentar uma terapia, surge a dúvida sobre a escolha do profissional. Para ajudar quem estiver diante desse dilema, vou falar de três tipos de profissionais que são especializados no atendimento terapêutico: o psicólogo, o psicanalista e o psiquiatra. A primeira grande diferença entre esses profissionais diz respeito à sua formação.

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